quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

PALHOÇA PRECISA DESENVOLVER SEU POTENCIAL CULTURAL

Precisamos de oficinas de produção artística, um teatro e de uma orquestra sinfônica em Palhoça. Isso é o mínimo que podemos esperar você não acha?
Ao falar de cultura, é possível fazer um corte no sentido amplo do termo e referir-me apenas a alguns aspectos da produção humana, ligados às diferentes práticas artísticas: pintura, dança, música, teatro, literatura, cinema, vídeo, escultura, entre outras. Essa produção cultural, além do caráter simbólico que toda cultura tem, existe independentemente das relações utilitárias e funcionais para a nossa vida prática.
Nem tudo é obra de cultura e é necessário estabelecer distinções entre o que é cultura e o que é entretenimento ou diversão.
O exemplo disso foi o show do Michel Teló em Palhoça, onde recursos públicos que deveriam ser destinados ao desenvolvimento da cultura foram utilizados para que menos de 1% da população palhocense fosse vê-lo cantar por apenas duas horas. Isso foi entretenimento ou diversão e nunca um evento cultural.
Nesse sentido, podemos afirmar que os 8 anos da gestão do ex-prefeito RONÉRIO foi um desastre para o setor cultural do município, quase nada foi construído ou desenvolvido e pouco ficou de HERANÇA para a comunidade palhocense.
Uma vez que a cultura é uma construção de grupos humanos, anterior a cada um de nós, precisamos aprender os modos de nossa cultura. Esse aprendizado se inicia no momento em que nascemos, pois o próprio modo do parto é cultural.
As transformações observadas com as indústrias da cultura, a profissionalização do
setor cultural, os avanços tecnológicos e midiáticos e a multiplicidade de agentes culturais demonstram as novas complexidades do campo da cultura.
Na área das políticas culturais, torna-se necessário analisar a situação do município, nessa nova circunstância social, enquanto agente influente e mobilizador do processo cultural na cidade e sua relação com os demais participantes na formulação, gestão, produção e consumo da cultura, para elaborar ações mais condizentes com as novas necessidades da nossa população. No campo político recente dos municípios, a cultura vem ocupando um crescente espaço na formulação de políticas de governo, muito em função das suas contribuições para o desenvolvimento econômico. Embora haja discursos que rejeitem associações entre práticas culturais e econômicas, é inegável a existência de atividades que guardam relações de consumo tendo em vista a cultura como um produto mercadológico.
Contudo, outro fator que merece a atenção do poder público é a importância simbólica da cultura para o desenvolvimento humano e social.
A cultura, portanto, é o que torna a vida humana possível no mundo. Ela é, ao mesmo tempo, um produto já elaborado pelas gerações que nos precederam, e um processo contínuo de adaptação dessa herança recebida a novos modos de vida, novos problemas, novas necessidades.

NOSSA LUTA CONTINUA! ATRAVÉS DA CONSCIENTIZAÇÃO E DO APRENDIZADO.

CONTATO: ialfredogsantos@gmail.com